Desmatamento Zero

março 22nd, 2012

Abaixo uma compilação dos tweets do @GreenpeaceBR sobre o lançamento da campanha pela aprovação do projeto de lei que propõe Desmatamento Zero nas florestas brasileiras. A ordem cronológica dos tweets começa no fim desse post:

Veja a galeria de fotos do navio velejando pelo Rio Amazonas e a chegada em Manaus. http://bit.ly/GNdqHr

Assine a petição e entre para Liga das Florestas http://bit.ly/GGMJUw. Afinal, é hora de zerar o desmatamento. #desmatamentozero

“Vivemos retrocesso muito grande pois autorizamos leis que vão permitir o aumento do desmatamento”, Sonia Guajajara, da Coiab

“A escolha de Dilma: se quer continuar premitindo lucros de curto prazo a poucos ou desenvolvimento sustentável para todos.” Kumi Naiddo

Recado de Kumi: “Na Rio+20, Dilma tem a oportunidade única de mostrar ao mundo de que ela defende o fim do desmatamento” #desmatamentozero

Kumi Naidoo disse que o Brasil não precisa destruir suas florestas para continuar sendo um país forte economicamente #desmatamentozero

A Lei do Desmatamento Zero é uma lei de iniciativa popular. Apoie esta causa, assine a petição: http://www.greenpeace.org.br

“Fomos vitoriosos na Ficha Limpa. Tivemos a visão de que era importante melhorar a participação da sociedade”, disse Gilberto Souza, da CNBB

Sonia Guajajara, da Coiab, disse que é preciso fazer uma reviravolta no Brasil, onde o desmatamento só aumenta #desmatamentozero

Recado de Marina Silva: O BR não deve buscar apenas uma nação justa e próspera, mas também rica em biodiversidade para as próximas gerações

“Defendo o projeto de iniciativa popular, precisamos transformar o consenso em compromisso”, mensagem de Marina Silva #desmatamentozero

“Este é grande teste de maturidade da sociedade, grande estudo da democracia direta.” Felício Pontes, do MPF do Pará #desmatamentozero

“Nós últimos 20 anos, nossa geração foi capaz de desmatar quase 20% da Amazônia. Isso é uma proeza”, disse Felício Pontes, do MPF do Pará

“O Código Florestal é uma lei pelo desmatamento. Nós estamos fazendo uma lei pelas florestas”, disse Paulo Adario no RW #desmatamentozero

Esse é o primeiro artigo da lei do Desmatamento Zero #desmatamentozero

“Fica instituído o desmatamento zero n Brasil, c/ proibição da supressão de florestas nativas em todo território nacional” #desmatamentozero

“Umidade da floresta tem papel crucial: ajuda a irrigar solos do Brasil e de outros países, gera água.”. Paulo Adario #desmatamentozero

“Desafio é falar p quem está fora do RW. Os eleitores precisam ser atingidos pelo q vamos lançar agora”, Paulo Adario #desmatamentozero

A bordo do Rainbow Warrior, Marcelo Furtado destaca a importância de construirmos um Brasil verde e limpo #desmatamentozero

Parada obrigatória para quem se interessa por REDD

março 19th, 2012

REDD Desk é uma plataforma de informação sobre iniciativas e discussões em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) que promete se tornar obrigatória para quem trabalha com o tema ou tem interesse na questão.

Iniciativa do Global Cannopy Programme e do Forum on Readiness for REDD (representado pelo IPAM), a plataforma tem caráter colaborativo e pretende oferecer conteúdos explicativos sobre REDD, do mais básico ao mais avançado, um Wiki que acompanhe as novidades nas discussões e conceitos, além de uma agenda internacional, notícias, sala de imprensa e fórum.

A REDD Desk traz também uma biblioteca que tem como destaque um banco de dados sobre diferentes países no mundo, trazendo dados sobre suas florestas, conservação e proteção dos recursos naturais, estado da arte sobre REDD em cada país, instituições, políticas, projetos e financiamentos envolvidos, estatísicas, entre outras informações. Em breve, o sistema permitirá a comparação entre países.

O sistema está em versão beta, portanto ainda em fase de testes, mas já está bastante funcional e recebendo as contribuições de quem acompanha REDD mundo afora.

Acesse: www.thereddesk.org

Ricardo Barretto, GVces

Primeiro dia do debate científico sobre Código Florestal

fevereiro 29th, 2012

Leia abaixo uma compilação dos principais tweets publicados pela WWF Brasil, na cobertura do primeiro dia do seminário com cientistas realizado na Câmara dos Deputados.

ATENÇÂO: esse é um post de ponta-cabeça, deve ser lido de baixo para cima.

Encerrado o debate sobre o #codigoflorestal no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados

André Lima(IPAM):assim como o dep.Paulo Piau,CNA também disse que quanto mais longe da Rio+20 for a votação do #codigoflorestal,melhor

Dep.Paulo piau diz q não há interesse em votar #codigoflorestal próximo à Rio+20.O que será que eles querem esconder do mundo?

Dep. Paulo Piau diz para a sociedade não se meter em questões internas da Câmara como a definição da data da votação do #codigoflorestal

J.Eli da Veiga: Brasil tem um déficit de 55 milhões de hectares de APPs.Destes,44 milhões são de pastagens.

Dep.Paulo Piau diz q o #codigoflorestal não estimula novos desmatamentos.J.Eli da Veiga rebate:”a ciência nos mostra exatamente o contrário”

Dep. Paulo Piau admite q o texto contém anistia a desmatamentos ilegais

Dep.Paulo Piau admite: haverá áreas q deveriam ser de preservação permanente e deixarão de ser.

André Lima para Paulo Piau: do pto de vista técnico, a não-recomposição de áreas desmatadas ilegal até JUL2008 não é anistia?

J.Eli da Veiga p/ Piau:O sr,como técnico da Epamig,precisa mostrar aos deps q não dá para fazer a votação no dia 6,no tapetão, sem discussão

Dep.Paulo Piau lamenta a “falta de ciência” e tecnologia no Código.Ele se esquece q o Cód d 1965 foi feito c/ampla participação d cientistas

Dep.PauloPiau(PMDB-MG), relator do texto do #codigoflorestal: convidamos alguns líderes de partido p/uma reunião técnica sobre o texto

Dep.Paulo Piau retorna para o debate sobre o #codigoflorestal,já nas considerações finais.Aguardemos as mensagens que ele passará

José Eli da Veiga:Produtores rurais estão sendo usados como massa de manobra por um grupo de deputados do grupo chamado d ruralistas

Se o relator do texto do #codigoflorestal fica menos de 10 min em debate científico sobre o tema,já dá pra prever o q acontecerá na Câmara

Dep.Paulo Piau(PMDB-MG),relator do texto na Câmara,chegou 4 horas depois do horário d início do debate e ficou menos de 10minutos no recinto

^ Postura do Relator

André Lima (Ipam): só a mobilização pode nos salvar. Não dá para melhorar a situação na Câmara. É preciso engrossar a campanha do #vetadilma

Dep.IvanValente: Não é aceitáel q a averbação da Reserva Legal seja substituída pelo cadastro rural

Maria Goretti Pinto da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama):texto passa a mensagem de que vale a pena descumprir a lei

Maria Goretti Pinto, da Asibama:dicotomia entre produção de alimentos e conservação do meio ambiente,pregada pela bancada ruralista,É FALSA

Cristina Godoy:90% das propriedades rurais no ES e em SC ficariam sem reserva legal com a aprovação das mudanças no #codigoflorestal!!!!

Promotora Cristina Godoy (MPSP):As APPs de topo de morro sofrerão “perdas absurdas” com a aprovação das mudanças no #codigoflorestal

Promotora Cristina Godoy: mudanças vão provocar aumento no assoreamento de cursos d’água

Promotora Cristina Godoy:Outro absurdo no texto-As faixas de proteção de novos empreendimentos serão definidas no licenciamento ambiental

Cristina Godoy:O texto aprovado no Senado é absurdo. os reservatórios de até 1 hectare não têm mais proteção de APPs.

Cristina Godoy: cursos d’água intermitentes estarão expostos à degradação com as mudanças propostas no cálculo de APPs

Promotora Cristina Godoy: significativa quantidade d cursos d’água em vários biomas brasileiros ficaria desprotegida com o novo texto

^ APPs e Reserva Legal

Profa.Yara Novelli:a imagem do BRA perante a sociedade brasileira e a comunidade internacional será arranhada se o”monstrengo” for aprovado

Profa.Yara Novelli: texto aprovado no Senado propõe privatização de nossos manguezais

Profa.Yara Novelli:no texto do Senado, as descrições de salgados, apicuns e marismas ignoram completamente as definições científicas

Profa.Yara Novelli:texto aprovado no Senado libera vastas áreas de mangue para a carcinicultura,expondo os ecossistemas à degradação

Profa.Yara Novelli: os manguezais são responsáveis pela subsistência de cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil

Profa.Yara Novelli:1750kg d carbono/hectare/ano são imobilizados pelos manguezais.Ao desmatar o mangue,esseCO2é liberado na atmosfera

José Eli da Veiga:a situação está mto mais grave do q se imagina.A Câmara não pode apresentar mais emendas, apenas suprimir partes do texto

Profa.Ana Maria Nusdeo:mudanças contidas no texto do Senado poderão promover “insegurança jurídica tremenda”

Ana Maria Nusdeo:contrariamente ao argumento ruralista,”legislação brasileira NÃO É descabidamente restritiva em comparação a outros países”

Profa.Ana Maria Nusdeo:projeto d mudança do #codigoflorestal promove enfraquecimento terrível da Reserva Legal,flexibilizando recuperação

Profa.Ana Maria Nusdeo:há uma forte tendência mundial à proibição de abertura de novas áreas de floresta para a agricultura

Profa. Ana Maria Nusdeo (USP): o instituto da Reserva Legal também existe em outros países, ao contrário do que dizem os ruralistas

Profa.Ana Maria Nusdeo:Chile, Venezuela, Bolívia, Equador, México e Alemanha têm o instituto das APPs de encostas

Profa.Ana Maria Nusdeo: Paraguai, Chile, Venezuela, Alemanha e estado da Califórnia também têm APPs nas margens dos rios

Profa. Ana Maria Nusdeo: não faz sentido compensar APPs destruídas em outras áreas

Profa. Ana Maria Nusdeo(Direito-USP) apresenta implicações jurídicas das propostas de mudança do #codigoflorestal

^ Questão Jurídica

José Eli da Veiga:o que está diante da Câmara é uma legislação extremamente complexa.Não é possível q se vote uma lei dessas c/tanta pressa

Prof.José Eli da Veiga(conselheiro do WWF-Brasil):mtos deputados q votaram a favor do projeto demonstraram gde desconhecimento do texto

Dep.Sarney Filho: texto do #codigoflorestal como está decretaria uma sentença de morte para a Mata Atlântica

Profa.Ma.Teresa Piedade:o conhecimento científico nos permite formular legislação ambiental + adequada às necessidades do país

Profa.Ma.Teresa: #codigoflorestal deve permitir uso d áreas alagáveis apenas a comunidades ribeirinhas,indígenas e tradicionais

Profa.Ma.Teresa Piedade:cerca de 60% da população rural da Amazônia vive em áreas úmidas

Ma.Teresa Piedade:Vegetação das áreas alagáveis incorpora carbono,regula sistemas hidrológicos e protege margens de rios da erosão

Profa.Ma.Teresa Piedade:20% do território brasileiro pertence às categorias de áreas úmidas, distribuídas em todos os biomas

Profa.Ma.Teresa Piedade:áreas úmidas são extremamente frágeis e as florestas são fundamentais para conservá-las

Profa.Ma.Teresa Peidade:problemas vivenciados hoje pelo Acre foram causados por desmatamentos intensivos nas margens dos rios

Profa.Ma.Teresa Piedade apresenta trabalho sobre riscos das mudanças no #codigoflorestal para várzeas e outras áreas úmidas

^ Questão científica

Dep.Sarney Filho(PV-MA):as modificações feitas pelo Senado não mudam a essência do retrocesso que veio da Câmara dos Deputados

Dep. Chico Alencar:o que está acontecendo não é uma reforma, mas uma decepação do #codigoflorestal

Marina Silva: a sociedade brasileira precisa se envolver, para dar à presidenta Dilma o suporte para que ela cumpra sua promessa e vete

Marina Silva: A presidente Dilma tem compromisso de vetar os pontos do texto q gerem aumento do desmatamento e deem anistia aos desmatadores

Marina Seilva: o texto do Senado mantém os pontos essenciais do projeto de Aldo rebelo, que é muito ruim

Marina Silva: se estas mudanças forem efetivadas teremos grandes prejuízos para a agricultura e para o meio ambiente

Marina Silva: a floresta funciona como um muro de proteção para que a água das chuivas não seja despejada com violência nos leitos dos rios

Paulo Adário:Com a aprovação deste texto, as disputas pela terra vão aumentar, já q vários instrumentos jurídicos vão perder força

Paulo Adário (Greenpeace): há um divórcio entre o Congresso e a opinião pública.

J.P.Capobianco:O projeto do Senado, se aprovado na íntegra, trará enormes impactos negativos às florestas.

J.P.Capobianco:A estratégia ruralista é ameaçar trazer de volta o projeto da Câmara,p/que as pessoas passem a lutar pelo projeto do Senado

Ma.Cecília:Precisamos d um texto q atenda os interesses do Brasil.Uma pesquisa mostrou q 80% da sociedade é contrária às mudanças propostas

Ma. Cecília(WWF-Brasil): “deputados, ouçam o que o Brasil está dizendo por meio de vários documentos e pesquisas”

Ma.Cecília: as contribuições da ciência e do movimento social foram relegadas para o segundo plano na Câmara e no Senado

Ma.Cecília Wey de Brito(WWF-Brasil):é possível, com a ciência, fazer uma boa legislação.

Dep.Márcio Macedo:O drama agora é que o debate tenta alterar o texto para o pior, voltando pontos que estavam no documento q saiu da Câmara.

Dep.Márcio Macedo(PT-SE): O relator Paulo Piau representa o setor ruralista e nem sempre o setor ruralista defende os interesses do Brasil.

De.Chico Alencar:Vivemos no BRA uma mentalidade neocolonial e senzaleira,inclusive c/ os elementos mais perversos contra quem resiste.

No debate:Pe.Ari Antônio (CNBB),Ma.Cecília Wey de Brito (WWF-Brasil),J.P.Capobianco(IDS),Marina Silva e deps.Márcio Macedo e Chico Alencar

^ Início do seminário

Especial sobre ventos no Guardian

fevereiro 28th, 2012

Em fevereiro o Guardian Eco produziu um especial sobre energia eólica, abordando questões variadas como emissões de gases do efeito estufa, eficiência, custo e preço, realidade no Reino Unido, impacto sobre a biodiversidade. Veja abaixo (inglês):

Who is in charge of Britain’s #energy policy? by Catherine Mitchell 

Opposition groups kick up storm over windfarms in Wales http://gu.com/p/35n3x/tf

Wind power: what really happened when the Ayrshire turbine caught fire? http://gu.com/p/35nex/tf

Prince Charles to get funding from ‘blot on the landscape’ windfarms http://gu.com/p/35m6t/tf

Wind myths: Turbines increase carbon emissions http://gu.com/p/35m2g/tf

Do wind turbines kill birds and bats? http://gu.com/p/35nh9/tf

David Cameron meets Tory MPs opposed to windfarm plans http://gu.com/p/35ngy/tf

Wind turbines bring in ‘risk-free’ millions for rich landowners http://gu.com/p/35m8a/tf

#wind series reaction: Uk #energy minister Hendry: “Wd be madness not to harness wind to create clean energy & jobs” http://bit.ly/xldpIu

Wind power still gets lower public subsidies than fossil fuel tax breaks http://gu.com/p/35mmd/tf

The anatomy of a wind turbine http://gu.com/p/35cb8/tf

Has the wind revolution stalled in the UK? http://gu.com/p/35m7x/tf

Windfarms axed as UK loses its taste for turbines http://gu.com/p/35m4m/tf

Do wind turbines kill birds and bats? http://gu.com/p/35mxn/tf

Debate whether windfarms are ugly but not their efficiency, says Lord Turner http://gu.com/p/35m2x/tf

Wind energy companies fear UK government’s commitment is cooling http://gu.com/p/35mj9/tf

Anti-wind power MPs may have Cameron’s backing http://gu.com/p/35mj7/tf

O protesto que faltava

dezembro 9th, 2011

Momento emocionante na Conferência de Durban, a ocupação do ICC - prédio onde acontecem os encontros oficiais - por uma multidão de manifestantes - em sua maioria jovens - cantando a canção Shosholosa, que Nelson Mandela cantava quando estava preso.

Veja a galeria de fotos da campanha Adoptanegociator.org

Enquanto esperamos …

dezembro 9th, 2011

Clima quente na Conferência de Durban, conforme chegam informações de que pode haver um resultado final muito positivo na COP 17, tanto pela adoção de um segundo período de Kyoto, quanto pelo estabelecimento do caminho para um acordo vinculante (com força de lei) entre as Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima.

Mas se os rumores animam, a possibilidade de os países “indecisos” darem um passo atrás continua latente. A questão aqui é se conseguirão olhar para além de interesses específicos e imediatos e assimilar que o prazo para o combate eficiente às mudanças climáticas está acabando. A palavra de ordem é: olhem a sua volta!

Mesmo no sentido literal, a frase funciona. A Cidade de Durban, que hospeda a COP 17, tem à beira mar o alerta perfeito para os negociadores internacionais: as praias da bela costa estão sendo engolidas pelo aumento do nível do mar e a prefeitura escava a areia para construir barricadas de contenção.

Até quando medidas paliativas serão a resposta para uma situação que se agrava sem trégua?

Ricardo Barretto, GVces

Estado das negociações na COP 17

dezembro 9th, 2011

Abaixo, compilação de twitts do @obsclima sobre a conferência de imprensa da União Européia hoje pela manhã em Durban. Mostra bem o estado das negociações até o momento:


André Ferretti, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
  • “O acordo para o segundo período de Kyoto está ao alcance”, diz Connie Hedegaard, Comissária da da União Européia (foi presidente da COP15)
  • http://t.co/8DwhejYH
  • Connie Hedegaard lembra a intenção do Brasil de um acordo vinculante, assim como África do Sul e os países menos desenvolvidos;
  • Connie Hedegaard lembra a intenção do Brasil de um acordo vinculante, assim como África do Sul e os países menos desenvolvidos;
  • O sucesso da COP17 depende dos países que ainda não sinalizaram apoio ao acordo vinculante. Restam poucas horas;
  • “Metade do Basic está a favor de um acordo vinculante”, Connie Hedegaard (UE);
  • “Os Estados Unidos estariam a favor desde que outras partes também estivessem submetidas a um acordo com força de lei”;
  • Negociações seguiram até às 4h de hoje e serão retomadas a qualquer momento;
  • As conversas com a China têm sido muito construtivas, mas ainda não é certo qual o resultado dessa negociação;
  • As conversas com a China têm sido muito construtivas, mas ainda não é certo qual o resultado dessa negociação;
  • 2015 não é um prazo injusto para se estabelecer um acordo vinculante. Como explicar à sociedade que mais 4 anos n são suficientes? Hedegaard;
  • Não estamos falando aqui apenas de um mapa para a negociação futura do acordo vinculante, mas da estratégia para garantir o futuro do mundo;
  • “Estamos esperando a outra metade do BASIC se posicionar”, diz Connie Hedegaard (UE). Brasil e África do Sul já estão pró-acordo vinculante;
  • Os pontos de negociação agora são: o formato legal do acordo vinculante e a manutenção de dois trilhos de negociação;
  • “Em 2017 teremos uma situação de comprometimento de investimentos que tornará difícil a ação p lidar de modo efetivo com o clima”, Hedegaard;
  • “Indicador para hoje: é preciso que as negociações avancem de modo consistente até as 16h (Durban)”, alerta Connie Hedegaard da EU;

Imagens do Observatório do Clima na COP 17

dezembro 8th, 2011

Representantes de algumas ONGs que fazem parte do OC estão na Conferência de Durban para acompanhar as discussões, reforçar junto ao governo pontos considerados fundamentais para a posição brasileira nas negociações e fazer barulho quando necessário. Veja alguns momentos da COP17:

Encontro sobre REDD entre representantes do OC com Natalie Unterstell, gerente de Clima e Florestas do MMA
Encontro sobre REDD entre representantes do OC com Natalie Unterstell, gerente de Clima e Florestas do MMA

Conferência de imprensa da delegação brasileira na COP 17
Conferência de imprensa da delegação brasileira na COP 17

Estande de uma das ONGs que integram o OC, a Fundação O Boticário de Proteção da Natureza
Estande de uma das ONGs que integram o OC, a Fundação O Boticário de Proteção da Natureza

Encontro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
Encontro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Marina Silva em conferência de imprensa promovida pelo IPAM, membro do OC, em que foi lançado o "Manifesto conjunto das ONGs brasileiras contra as mudanças propostas no Código Florestal Brasileiro"
Marina Silva em conferência de imprensa promovida pelo IPAM, membro do OC, em que foi lançado o

Jornalistas e membros do OC na conferência de imprensa
Jornalistas e membros do OC na conferência de imprensa

Marina Silva recebe de André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima, texto do manifesto

Marina Silva recebe de André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima, texto do manifesto

Até Achim Steiner está pedindo: veta Dilma!

dezembro 8th, 2011

Durante conferência de imprensa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, um jornalista perguntou a Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma, sobre o impacto do Código Florestal aprovado esta semana no Brasil para as florestas do país e as emissões globais.

Steiner disse que o Brasil tem sido um dos maiores mitigadores de emissões no planeta, por meio das iniciativas de redução de desmatamento - principal fonte de GEE no Brasil. Mas salientou que, apesar de questões domésticas não fazerem parte do espectro das negociações e da atividade da ONU, algumas diretrizes da nova lei brasileira são preocupantes.

Por fim, lembrou que o texto do novo Código Florestal ainda passará pelo Congresso Nacional e que a última etapa do processo é a sanção presidencial. “A presidente Dilma ainda pode vetá-lo”, concluiu Steiner.

Ricardo Barretto, GVces

Delegação brasileira dialoga com a Climate Action Network

dezembro 5th, 2011

No primeiro dia (5/12) da segunda semana da Conferência de Durban, negociadores do governo brasileiro foram ao encontro da CAN (Climate Action Network), uma rede global de ONGs que trabalha com as questões climáticas, para tratar de esclarecimentos a respeito das definições sobre REDD+.

O Brasil, que na sexta-feira passada já havia recebido o prêmio Fóssil do Dia da CAN, devido à iminente aprovação do novo Código Florestal, foi questionado sobre o fato de no sábado (3/12) estar bloqueando as negociações sobre salvaguardas e níveis de referência para REDD+, sob risco de ganhar mais um Fóssil.

As explicações dadas pela delegação brasileira foram feitas por Thelma Krug (MCT), Natalie Unterstell (MMA), Ciro Russo (MRE) e o Embaixador André Corrêa do Lago (MRE) e começaram no sentido de rebater as acusações como injustas e exageradas, pois embora o texto não seja o ideal, foi feito o melhor possível, segundo eles. Os negociadores disseram que alguns termos e parágrafos não representavam o ponto de vista que o Brasil defende e que a proposta de modificação de parágrafos específicos não partira do governo brasileiro. Segundo Telma Krug, a ideia não foi enfraquecer o texto diante das decisões tomadas sobre salvaguardas em Cancun, mas progredir da melhor maneira sem qualquer tentativa de bloquear as negociações, considerando a grande pressão para que o mecanismo de REDD+ se inicie.

Foi dito que, no momento, não importa como o sistema de informação de salvaguardas será conduzido, mas o melhor é fazê-lo funcionar. Quanto à questão de reporte dos níveis de referência das emissões foi ressaltado que é extremamente necessário o desenvolvimento de diretrizes para a revisão desses processos. Por outro lado, para que isso ocorra efetivamente, é imprescindível a destinação de recursos de países do Anexo 1 para os Não-anexo 1.

Por fim, o embaixador André Corrêa do Lago disse que é preciso tratar as florestas da maneira correta nas convenções e contestou energicamente a informação que recebeu com perplexidade de que o Brasil estaria em conchavo com a União Européia para sair de Durban com um instrumento não vinculante. Isto, com certeza, renderia mais um Fóssil do Dia para o Brasil. Segundo Corrêa do Lago, se matarem Kyoto morre junto a estrutura de todos os elementos para se alcançar um acordo futuro.

Arthur Paiva, Conservação Internacional